No Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King College London, na Inglaterra, foi feito um estudo com gêmeos para descobrir se a ansiedade pode ser transmitida de pais e mães para as crianças. Participaram da pesquisa cerca de 1.000 famílias com gemêos, e o resultado, publicado no American Journal of Psychiatry, apontou que a ansiedade vai muito além de ser um fator apenas hereditário: ela pode ser passada às crianças devido a conduta ansiosa ou superprotetora de seus familiares.

A equipe que realizou o estudo concluiu que a convivência é o principal fator que transmite a ansiedade dos pais para as crianças, o que mostra que um quadro de ansiedade nas crianças – e também nos adultos – pode ser revertido, se o problema for tratado da maneira certa.

 

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Uma das atitudes que devem ser tomadas com crianças ansiosas é não protegê-las em demasia quando apresentam estes sintomas. Os médicos participantes da pesquisa afirmam que o ideal é apoiá-la a assumir certos riscos. Caso algo dê errado na tomada de decisão do(a) filho(a), o aconselhável é explicar que tudo pode dar certo se for tentado novamente, e nunca deve-se incentivar a criança a fugir da situação.

Ainda de acordo com os pesquisadores, ter este tipo de conduta em casa auxilia as crianças a compreender que o mundo é um lugar seguro – sem esquecer de seus riscos -, e que é perfeitamente possível e comum gerenciar situações estressantes.

Entretanto, sabe-se que administrar a própria ansiedade é difícil, e que auxiliar o tratamento de outra pessoa é ainda mais complicado. Caso você, pai e/ou mãe, sofra com ansiedade, e nota que isto pode afetar suas crianças, não hesite em procurar a ajuda de um especialista. Desta forma, é possível manter o próprio bem-estar emocional e também o bem-estar de quem você mais ama.

Fonte: Uol Saúde