Não é de hoje que os índices de obesidade nos alertam para a necessidade de uma alimentação mais saudável. A pesquisa mais recente, divulgada na última quarta-feira (15), feita pela Vigitel*, apontou que o excesso de peso, que afeta mais da metade da população adulta brasileira, aumentou. De acordo com o índice, 52,5% das pessoas no país alcançaram o sobrepeso no ano passado, ultrapassando a marca de 50,8%, registrada em 2013.

A obesidade é considerada como fator de risco para doenças crônicas, como as do coração, diabetes e hipertensão, por exemplo. De acordo com Arthur Chioro, ministro da saúde, a tendência mundial é de que a obesidade passe por um grande e preocupante aumento em seus índices. Na pesquisa, foi constatado que 24,1% dos entrevistados(as) consomem 400g de hortaliças e frutas por dia, quantidade recomendada pela OMS. Entretanto, em relação ao sal, por exemplo, os brasileiros(as) consomem 12g diárias de sal, quando o recomendado é apenas 5g.

 

sobrepeso

 

Apesar de o índice de obesidade no Brasil ter aumentado, ele também pode ser considerado estável se comparado aos últimos três anos. Outra boa notícia é que a prática de atividades físicas e o consumo de alimentos saudáveis aumentaram no país.

A diretora de vigilância de agravos e doenças não-transmissíveis do Ministério da Saúde, Déborah Malta, lembra que nossa sociedade está passando por um momento de transição nutricional, uma vez que o consumo de gordura, açúcar e fast food têm sido tratados como hábitos.

Naturalizar o consumo deste tipo de alimento é crucial para agravar casos de sobrepeso e obesidade, principalmente entre jovens. É necessário, mais do que nunca, buscar diariamente um plano de alimentação mais saudável. Deve-se lembrar de que manter um estilo de vida que preza pela saúde é fundamental, mas não é conquistado do dia para a noite, por isso, os esforços diários são essenciais.

Nunca se esqueça: para se ter bem estar, é preciso valorizar a saúde e estar sempre bem com o próprio corpo!

*Vigitel: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico