O que o “baby talk” faz com os bebês?

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Quem é pai ou mãe certamente já falou com seu bebê em tom agudo, com o intuito de “se comunicar” com a criança e estimular sua fala. Esse hábito é chamado de baby talk e, por muitos anos, foi motivo de discordância entre cientistas. Uma parte deles acredita que a conversa contribui para o desenvolvimento da fala, enquanto outra afirma que o processo a inibe. Apesar da disparidade, inúmeras pesquisas atuais têm levado a ciência a um lugar comum acerca do assunto.

A Universidade de Washington, em parecia com a de Connecticut, ambas dos Estados Unidos, realizou um estudo que acompanhou, durante um ano, o desenvolvimento fonético de 26 bebês. Ao final do período, descobriu-se que os bebês, ao completar dois anos, que ouviam seus pais falando em tom melodioso e alongado sabiam três vezes mais palavras que os demais.

Baby talk do jeito certo

Apesar de o baby talk realmente trazer resultados benéficos para a fala dos bebês, é importante articular as palavras de forma clara e correta e de corrigir a criança quando necessário. A partir do momento em que os pais e mães repetem a pronúncia errada a fim de se comunicar com o bebê, ele entende que está seguindo no caminho certo, e toma o erro como correto.

Além disso, palavras no diminutivo devem ser evitadas, uma vez que são tornam-se grande demais e dificultam o entendimento. Quando este processo consiste nas atitudes contrárias a estes conselhos, é muito provável que a criança se desenvolva com vícios de linguagem e que, no futuro, precisem de auxílio profissional para corrigi-los.

Cuidado com as crianças maiores

O ideal, de acordo com fonoaudiólogos, é que o baby talk seja um processo utilizado até os dois anos. Após isso, o bebê já domina as estruturas básicas da língua, por isso, se a criança continuar recebendo esses estímulos após os dois anos, é possível que ela atinja os cinco ou seis anos falando como bebês.

Os malefícios do baby talk tardio não ficam apenas na fala, mas também no psicológico da criança. O ato de falar como um bebê – mesmo após essa fase -, faz com que a criança adote um comportamento infantilizado, já que associa seu modo de conversar a um discurso de amor e carinho e, por isso, age como bebê com o objetivo de receber mais atenção. Em diversos casos, é preciso, também, um psicólogo para corrigir esses hábitos.

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