Engana-se quem acredita que a fome é uma necessidade exclusivamente física. Em tempos onde a ansiedade e a inquietação são características comuns a inúmeras pessoas, comer se tornou um hábito com intenções calmantes.

Esta “vontade de comer” é gerada por estímulos emocionais que nos incitam a nos alimentar para agravar algum quadro de ansiedade ou apenas para nos distrair, entreter ou acalmar. O apetite emocional é um dos temas abordados pela médica americana Michelle May em seu livro intitulado Eat What You Love, Love What You Love (“Coma o que você ama, ame o que você come).

 

comidosa

 

É importante ter consciência o óbvio: a nossa alimentação apresenta consequências diretas à nossa saúde. Por este motivo, é essencial que cultivemos hábitos saudáveis. Tanto o apetite físico, quanto o emocional, agem em nosso organismo, porém, nem sempre o segundo é saciado com responsabilidade.

Se alimentar quando a parte física de nosso corpo exige é benéfico para a saúde, uma vez que a saciedade acontece mais rápido. Além disso, as refeições tendem a ser mais saudáveis quando não estamos sob os efeitos da necessidade emocional.

Para evitar que o apetite emocional se torne um hábito recorrente em sua vida, prejudicando seu corpo, há três dicas essenciais:

  • Seja consciente: conecte sua mente ao corpo enquanto se alimenta. Não faça suas refeições distraída(o), mas sim tenha consciência de que você está nutrindo seu organismo e saiba como cada alimento afeta sua saúde.
  • Conheça seu corpo: é preciso aprender a distinguir a fome verdadeira da necessidade emocional. Em seu livro, Michelle compara nosso corpo a um carro: em uma viagem, não se para em todos os postos de gasolina encontrados no caminho. Pelo contrário: enchemos o tanque quando é realmente necessário. Assim deve ser nossa alimentação.
  • Há outras saídas: a fome emocional geralmente aparece a partir de uma crise de ansiedade ou de algum momento de inquietação ou tédio. Desta forma, deve-se pensar que comer não é a única ocupação disponível para que você se acalme. Nestes casos, procure fazer alguma atividade que te distraia e te dê prazer, como caminhar, ler ou ouvir música.